terça-feira, 21 de julho de 2015

Entranhas des-rotuladas.






Falar dela.

Desafio. Intrigante. Sensual. Desafio intrigantemente sensual. Sensualidade desafiadora e intrigante. Intriga sensualmente desafiadora.

Na busca de definições, prefiro não ter nenhuma. O mistério me encanta.

O inexplicável mexe comigo como o vento balança as folhas de uma árvore, por mais profunda que seja sua raiz.

Mexe com os sentidos, desperta a safadeza reprimida, e até as mais sedimentadas entranhas estremecem.

Você impacta. Você impacta porque você estampa a realidade sem rodeios e floreios na cara de qualquer transeunte (obs.: que palavra feia).

O impacto é maior quando percebo a minha aversão a mudanças. Vejo o quanto você já mudou e se reinventou, e carrega uma experiência inquestionável. 

Isso foi a mão toda riscada que me revelou, claro. Ir ao seu encontro é sair de lá olhando pra minha própria mão, até calejada, mas livre de riscos e experiências.

Companhia que só me traz risos e os mais diferentes tipos de suspiros. 

Ausência que me desnorteia e me faz questionar a vida e o mundo, e até o tipo de felicidade que procuro pra mim.

Por trás desse corpo perfeito, adquirido debaixo de muito suor e wods, há uma mulher tão encantadora que torna o conjunto (já deslumbrante) em miragem.

Não posso falar coerentemente de você, e isso é culpa sua. Você não é coerente com minhas entranhas simétricas e coesas. Acho que com as entranhas de ninguém. Imagina!, tirar o sapato da pessoa e colocar em cima da mesa? As pessoas piram ao te conhecer. As boas te querem por perto. As que não souberam agir ante ao impacto causado, te querem longe. Por puro orgulho, ou ignorância mesmo.

Pior saber que é disso que minhas entranhas perfeitamente encaixadas precisam: ser abaladas por forças externas, de tal forma que elas se misturem e não queiram mais ser simétricas, muito menos coesas.
  
Mas e por trás dessa miragem esculpida com uma fênix, e por trás desses textos que distraem até um analfabeto, o que passa nessa mente brilhante? O que é permitido passar pelo coração?

Não quero ganhar NUNCA mil reais seus. Não te quero engaiolada em um relacionamento, mesmo que seja comigo.

Te quero livre pra te ver voar, porque você não é mulher de se ”ter”. Você é mulher de chegar lá. Lá em cima, no ápice da vida profissional-amorosa-sexual-materna-amiga, até voar.

Se eu puder ajudar para que esse voo alcance cada vez níveis jamais imagináveis, eu quero; me escolha, por favor.

Volte, ou me convide para ir; voar ao seu lado. Conhecer o mundo, ou quem sabe só Ibiza e Amsterdã.

...

And I'm wondering if I ever cross your mind...
Gente, até inglês sai... admirada com a palavra “workout”, que saiu tão delicada e decidida de sua boca... e que boca...

Será que eu causei algum impacto nessa miragem que perambula por aí?

Em caso positivo, imagino nossas entranhas simetricamente opostas: as minhas milimetricamente encaixadas e as suas desordenadamente dispostas. 

E nesse caso, acho que a regra dos "opostos se atraem" vale: as minhas estão doidas pra se bagunçarem, e as suas, malucas pra se organizarem.

Mas isso dá medo.

E muito.

...
Falar de você é fácil.
Difícil é te decifrar.

N.V.Mira

sexta-feira, 19 de junho de 2015

Amor platônico



Abismada com a definição aureliana de “amor platônico”: sentimento de amor isento de desejo sexual.


Não que só exista amor com desejo sexual, mas é que passei a adolescência acreditando que amor platônico era apenas um amor impossível de ser recíproco, por qualquer motivo que fosse. Na verdade até na vida adulta penso que é isso mesmo, mas agora com desejo sexual, dantes “inexistente”.

 

Difícil de ser aceito por quem o tem, esse sentimento carrega o drama shakespeariano de não (poder) ser correspondido, ao mesmo tempo em que carrega as borboletas no estômago que impulsionam a fazer coisas novas, tentar aventuras diferentes, ou simplesmente iniciar uma dieta mirabolante, no meu caso.

 

Incrível existir um sentimento que consiga mover um ser tão racional quanto uma pessoa do signo de touro-teimoso-cabeça-dura.


Mas acontece. E na hora que menos se espera. Com quem nunca se imaginou.


Nada estava sendo procurado. Mas foi achado.


Achado num sorriso bobo, numa cara séria e sem paciência, na sensualidade da dança. 


O resto vem de brinde, e que brinde: o corpo, o riso frouxo, o espírito de criança aventureira, os “ticks” de comemoração, o cheiro.


No superficial conhecimento, ainda fica a pulga atrás da orelha: como é a mulher por trás de tanto riso frouxo? 


A mistura da entrega a uma música boa, com a seriedade diante de uma pessoa “sem noção”, adicionada da pitada de sensualidade ideal, tira meus pés do chão. 


Me faz voar longe imaginando estar do lado e apoiar a mãe-pai, a mulher que cozinha/trabalha/estuda/curte a vida/dança/comemora feito criança.


Me faz querer voltar a tocar violão, voltar a escrever, ler, pintar, dançar, fazer dieta, morar sozinha (com ela), jogar bola, estudar novas possibilidades profissionais, fazer viagens, entender do assunto-de-criança-do-momento pra ter papo com os filhos.

 

Incrível como o touro-brutamontes-empacado se move numa facilidade...basta encontrar a toalha vermelha nos braços do amor platônico.

Aí, que se dane Shakespeare e o veneno do amor impossível...

Quero mais é que o amor platônico fique...pelo menos até eu terminar minha dieta! 

Depois, quem sabe, deixa de ser platônico?

terça-feira, 2 de setembro de 2014

Vou surtar!

Ah, que beleza é acordar um dia e perceber que vc não é prioridade de ninguém.
Que ótimo é perceber que a pessoa pra quem vc dispensa seu maior carinho, tem dispensado maiores carinhos pra outra...
Que ótimo é acompanhar tudo e ainda ver a pessoa bater o pé e negar tudo.
Que romântico é escutar de volta que sou a freak do ciúme.
Ciúme meu **.

Que lindo lembrar que essa  porcaria dessa tpm VAI TER DE PASSAR.
Pq se não,  VOU SURTAR!!

É como aquela onda que teima em te dar um caldo, e depois outro,, e outro; mas, do nada, os pés estão firmes no chão novamente, e pode-se respirar aliviado.
...

A TPM e seus momentos.

O ciúme e suas inseguranças.

Vc certamente não passa por isso. Provavelmente só taurinos sem ascendente.

As palavras podem ser a melhor terapia. Mas as faladas no calor de um momento podem ser devastadoras.

Por isso decido transformar meu blog em meu psicólogo oficial.

Afinal de contas, depositarei minhas palavras, refletirei sobre elas, e não terei de escutar "seu tempo acabou; isso fica pra próxima sessão". Consigo suportar, embora não sem dor, a limitação de caracteres.


Conclusão do dia: evite surtar. Ou surfar.

terça-feira, 31 de maio de 2011

USE SOMEBODY



Atravessei a rua na hora errada. Veio você na contra-mão, só deu uma “esbarradinha”, mas girei 180 graus...ou seriam 360?

Estava fatigada, uma parte de mim queria o novo. A outra estampava o medo dele. De cabeça quente me atirei, o “quê” mais racional em mim pifou, foi tirado de tempo.

Quem diria que um tímido elogio, desprovido de pretensões, fizesse você estender sua cauda em leque, exibindo-a ao mais distraído ser.

Você, taxado por todos, não se importa com a opinião alheia. Vive a vida no seu remelexo, cadenciando as sensações. Perceber que o que há de mais poético em mim foi despertado, aguça o desejo.

A ponta de poliglota, o suspiro de quem escuta Chico. Seu ar de contador de histórias, criticando opiniões manifestadas por cabeças vazias, buscando um instrumento capaz de fazer a massa cinzenta “pegar no tranco”, encanta. A inteligência é afrodisíaca. Bom português é o mínimo que se espera de uma pessoa estudada.

Carrega as marcas de uma vida, o colo de um rosto adormecido. Carimba no lar resquícios de sensações experimentadas, que não devem ser esquecidas. Não posso ouvir sobre a Espanha, paparazzis e conhecer famosos, sem captar o riso frouxo. E não consigo me afastar sem descobrir mais de você, o que de mais profundo tem guardado, o que te move, o que te enche de alegria.

Como diz a música, “Pavão misterioso, pássaro formoso, tudo é mistério, nesse teu voar...ai, se eu corresse assim, tantos céus assim, muita história eu tinha pra contar...” Curiosidade do dia: o pavão precisa correr uma determinada distância, sendo que seu vôo é muito desajeitado e ruidoso.

Eu te quis, e tive, ainda que temporariamente. Te levei pra ver o mar, a lua piscou. Botei os outros de cabelo em pé, junto com você. Me vi de cabelos em pé. Me distraía a cada olhar, não disfarçava nem pros de passagem.

Não digo que é amor, mas um encanto sedutor.

Contra-regra. Contra a regra.

Talvez superestimado. Talvez subestimado. Tento arrancar o que de mais culto há em mim, pra quê? Não sei porque essa minha tentativa de trabalhar as palavras...pra quê tanto dizer? Se não sei o que quero, devo me calar?

Você tem de aprender a dizer não...quiçá eu não seja a primeira lição.

Como pode uma pessoa mediana se atrair por extremos? Como pode existirem dois extremos e ainda um equilíbrio?

Domar certos impulsos ainda agüento, mas não o de falar-lhe, de soltar a mesma trilha sonora, de imaginar possíveis formas de conquista...

O mundo diz não, não, não...não somos extremos que se completam, e sim que se repelem...mas não é isso que queremos enxergar...

Na tentativa de dizer que de alguma forma tem um pouco de você em mim, que poderia existir mais, que preciso da garantia de que o “se permitir” poderia durar uma semana, ou um ano, mas que ainda assim valeria à pena...obtive êxito?

A loucura do “não era pra ser” mas “poderia dar certo” me assola. Abrir mão, lançar mão...eita contradição angustiante. Mas o seu andar desajeitado...a reciprocidade daqueles segundos de troca de olhares...

Deus escreveu a sua história...e nela os humanos aparecem...não para fazer mal...mas pra acrescentar...se ainda não acrescentei...não sou humana? Devo me humanizar? O risco é calculável?

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

BêBêBê

Crônica de Luiz Fernando Veríssimo sobre o "BBB" 

Que me perdoem os ávidos telespectadores do Big Brother Brasil (BBB), produzido e organizado pela nossa distinta Rede Globo, mas conseguimos chegar ao fundo do poço...A décima primeira (está indo longe!) edição do BBB é uma síntese do que há de pior na TV brasileira. Chega a ser difícil, encontrar as palavras adequadas para qualificar tamanho atentado à nossa modesta inteligência.

Dizem que Roma, um dos maiores impérios que o mundo conheceu, teve seu fim marcado pela depravação dos valores morais do seu povo, principalmente pela banalização do sexo. O BBB 11 é a pura e suprema banalização do sexo. Impossível assistir, ver este programa ao lado dos filhos. Gays, lésbicas, heteros... todos na mesma casa, a casa dos “heróis”, como são chamados por Pedro Bial. Não tenho nada contra gays, acho que cada um faz da vida o que quer, mas sou contra safadeza ao vivo na TV, seja entre homossexuais ou heterosexuais. O BBB 11 é a realidade em busca do IBOPE..

Veja como Pedro Bial tratou os participantes do BBB 11. Ele prometeu um “zoológico humano divertido” . Não sei se será divertido, mas parece bem variado na sua mistura de clichês e figuras típicas.

Se entendi corretamente as apresentações, são 15 os “animais” do “zoológico”: o judeu tarado, o gay afeminado, a dentista gostosa, o negro com suingue, a nerd tímida, a gostosa com bundão, a “não sou piranha mas não sou santa”, o modelo Mr. Maringá, a lésbica convicta, a DJ intelectual, o carioca marrento, o maquiador drag-queen e a PM que gosta de apanhar (essa é para acabar!!!).

Pergunto-me, por exemplo, como um jornalista, documentarista e escritor como Pedro Bial que, faça-se justiça,  fez jornalismo de alto padrão como correspondente da mesma Globo ao longo de 10 anos na Europa, culminando com belíssima reportagem sobre a queda do “Muro de Berlim”, se submete a ser apresentador de um programa desse nível. Em um e-mail que recebi há pouco tempo, Bial escreve maravilhosamente bem sobre a perda do humorista Bussunda referindo-se à pena de se morrer tão cedo. Eu gostaria de perguntar se ele não pensa que esse programa é a morte da cultura, de valores e princípios, da moral, da ética e da dignidade.


Outro dia, durante o intervalo de uma programação da Globo, um outro repórter acéfalo do BBB disse que, para ganhar o prêmio de um milhão e meio de reais, um Big Brother tem um caminho árduo pela frente, chamando-os de heróis. Caminho árduo? Heróis? 



São esses nossos exemplos de heróis?

Caminho árduo para mim é aquele percorrido por milhões de brasileiros, profissionais da saúde, professores da rede pública (aliás, todos os professores), carteiros, lixeiros e tantos outros trabalhadores incansáveis que, diariamente, passam horas exercendo suas funções com dedicação, competência e amor, quase sempre mal remunerados.
 Heróis, são milhares de brasileiros que sequer têm um prato de comida por dia e um colchão decente para dormir e conseguem sobreviver a isso, todo santo dia.
Heróis, são crianças e adultos que lutam contra doenças complicadíssimas porque não tiveram chance de ter uma vida mais saudável e digna.

Heróis, são inúmeras pessoas, entidades sociais e beneficentes, ONGs, voluntários, igrejas e hospitais que se dedicam ao cuidado de carentes, doentes e necessitados (vamos lembrar de nossa eterna heroína, Zilda Arns).

Heróis, são aqueles que, apesar de ganharem um salário mínimo, pagam suas contas, restando apenas dezesseis reais para alimentação, como mostrado em outra reportagem apresentada meses atrás pela própria Rede Globo.

O Big Brother Brasil não é um programa cultural, nem educativo, não acrescenta informações e conhecimentos intelectuais aos telespectadores, nem aos participantes, e não há qualquer outro estímulo como, por exemplo, o incentivo ao esporte, à música, à criatividade ou ao ensino de conceitos como valor, ética, trabalho e moral.
   E ai vem algum psicólogo de vanguarda e me diz que o BBB ajuda a "entender o comportamento humano". Ah, tenha dó!!!
Veja o que está por de tra$$$$$$$$$$$$$$$$ do BBB: José Neumani da Rádio Jovem Pan, fez um cálculo de que se vinte e nove milhões de pessoas ligarem a cada paredão, com o custo da ligação a trinta centavos, a Rede Globo e a Telefônica arrecadam oito milhões e setecentos mil reais. Eu vou repetir: oito milhões e setecentos mil reais a cada paredão.

Já imaginaram quanto poderia ser feito com essa quantia se fosse dedicada a programas de inclusão social, moradia, alimentação, ensino e saúde de muitos brasileiros?

(Poderia
m ser feitas mais de 520 casas populares; ou comprar mais de 5.000 computadores!)

Essas palavras não são de revolta ou protesto, mas de vergonha e indignação, por ver tamanha aberração ter milhões de telespectadores. 

Em vez de assistir ao BBB, que tal ler um livro, um poema de Mário Quintana ou de Neruda ou qualquer outra coisa..., ir ao cinema..., estudar... , ouvir boa música..., cuidar das flores e jardins... , telefonar para um amigo... , visitar os avós... , pescar..., brincar com as crianças... , namorarassistir aos programas deesporte, ou simplesmente dormir.
 
Assistir ao BBB é ajudar a Globo a ganhar rios de dinheiro e destruir o que ainda resta dos valores sobre os quais foi construíd
a nossa sociedade. 

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Justificando...




Parei de textuar...por falta de tempo. Não paguei a conta porque esqueci. Vou viajar porque ando muito estressada. Não falo mais com vc porque não gostei da sua atitude. 

Temos tanto a mania de justificar tudo, que tem o porque junto, por que separado, porquê junto e com acento, por que separado e com acento, o porque acompanhado do motivo... este soa até redundante. Tem até o 'por que raios?' usado em situações informais para dar ênfase ao bendito por que. Tem também os que aparecem para eventualmente substituí-los: pois, visto que, já que...

Esses porquês são tão importantes que são atribuídos a uma das fases das crianças: 'A Fase dos Porquês'. Deve ser o terror das mães e dos pais, avós, tios, professores, dos padeiros...até da pobre coitada da criança que quer entender o mundo.

A sociedade parece exigir que seus atos tenham justificativas. Até aqueles que cometem os considerados crimes hediondos, se apresentarem uma BOA justificativa, moralmente aceita, é capaz de nem se darem mal. Tem até a tal da legítima defesa permitindo que se cometa um assassinato, desde que aconteça em situaçoes previstas na lei.

Que se dirá das meras decisões do dia-a-dia, como ir ou não à aula, trabalhar ou não, visitar ou não o paciente...essas levam desde as mais esfarrapadas desculpas às mais elaboradas.

Pois é. Pra resolver sair com alguém, pra conversar, beijar na boca, tomar sorvete...etc., criam-se porquês imaginários. Talvez a pessoa seja uma boa companhia, ou tenha um beijo bom, talvez esteja calor e se quer esfriar tendo companhia...ou simplesmente porque cultivar amizades exige tempo e se quer gastá-lo tomando sorvete...

Por que se decide namorar? Por que se quer fidelidade? Talvez porque se deseja o companheirismo. Precisa haver amor? Por quê? Talvez o porquê seja a química...Ou entao nao se sabe porque motivo um corpo chama o outro.

Eu, como uma pessoa que sofre da Racionalidade Hiper Desenvolvida, analiso tanto que arranjo justificativas pra tudo. Segundo Dona Bonitinha, todas absurdas.

Sei porque bati o carro, sei o porquê de não ir a determinados lugares, sei até porque motivo evito me explicar! Vai entender...

Mas (porque sempre tem um 'mas'), tem vez que algo inesperado acontece e eu perco todo o rebolado. Por que raios isso acontece? Sei lá.

Enquanto eu ensino que tudo tem justificativas eu vou perdendo as minhas...

Por que tem um alguém que atrai, que te derrete com um olhar, que faz vc perder TODAS as suas justificativas? Por quê?

E quer saber? Viver sem justificativas também dá. Não sempre, não com tudo, mas quem foi que disse que tudo tem resposta?
Não sei porque Deus me ama, não sei porque só tem vida no Planeta Terra (pelo menos eu acho né), não sei porque muitas vezes tenho de aprender quebrando a cara...não sei.

Vai ver é o orgulho que não me deixa ficar calada e aceitar que errei, ou que não sei a resposta de algum por que da vida...

Também não sei porque arrepio com um olhar, não sei porque seu beijo mexe com as minhas entranhas, não sei porque meu cérebro pifa de tanto pensar no que fazer com isso que to sentindo mas não sei de onde veio.

Não sei porque tantas perguntas, mas também não sei o que faria com todas as respostas.


E se eu quiser seguir sem me justificar?

To perdendo o medo de ir vivendo o que for sendo...de me perder e não saber o que fazer do que for achando...

Como dizia a música..."Viver, e não ter a vergonha de ser feliz...cantar e cantar e cantar a beleza de ser um eterno aprendiz..."

É, acho que o não saber de algo me faz aprendiz da vida...

Mas sabe o que eu acho?  A minha justificativa é você.

PS: Eu não poderia deixar de arranjar uma...

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Sexo atual

JORNAL O DIA - Arnaldo Jabor







Estamos com fome de amor...


O que temos visto por aí???
Baladas recheadas de garotas lindas, com roupas cada vez mais micros e transparentes.

Com suas danças e poses em closes ginecológicos, cada vez mais siliconadas, corpos esculpidos por cirurgias plásticas, como se fossem ao supermercado e pedissem o corte como se quer... mas???

Chegam sozinhas e saem sozinhas...
Empresários, advogados, engenheiros, analistas, e outros mais que estudaram, estudaram, trabalharam, alcançaram sucesso profissional e, ...sozinhos...
Tem mulher contratando homem para dançar com elas em bailes, os novíssimos "personal dancer", incrível.

E não é só sexo não!

Se fosse, era resolvido fácil, alguém duvida?
Sexo se encontra nos classificados, nas esquinas, em qualquer lugar, mas apenas sexo!
Estamos é com carência de passear de mãos dadas, dar e receber carinho, sem necessariamente, ter que depois mostrar performances dignas de um atleta olímpico na cama... sexo de academia...

Fazer um jantar pra quem você gosta e depois saber que vão "apenas" dormir abraçadinhos, sem se preocuparem com as posições cabalísticas...
Sabe essas coisas simples, que perdemos nessa marcha de uma evolução cega.
Pode fazer tudo, desde que não interrompa a carreira, a produção.....
Tornamo-nos máquinas, e agora estamos desesperados por não saber como voltar a "sentir", só isso, algo tão simples que a cada dia fica tão distante de nós...
Quem duvida do que estou dizendo, dá uma olhada nos sites de relacionamentos "ORKUT", "PAR-PERFEITO" e tantos outros, veja o número de comunidades como: "Quero um amor pra vida toda!", "Eu sou pra casar!"
até a desesperançada "Nasci pra viver sozinho!"


Unindo milhares, ou melhor, milhões de solitários, em meio a uma multidão de rostos cada vez mais estranhos, plásticos, quase etéreos e inacessíveis, se olharmos as fotos de antigamente, pode ter certeza de que não são as mesmas pessoas, mulheres lindas se plastificando, mutilando-se em nome da tal "beleza"...

Vivemos cada vez mais tempo, retardamos o envelhecimento, e percebemos a cada dia mulheres e homens com cara de bonecas, sem rugas, sorriso
preso e cada vez mais sozinhos...


Sei que estou parecendo o solteirão infeliz, mas pelo contrário...
Pra chegar a escrever essas bobagens?? (mais que verdadeiras) é preciso ter a coragem de encarar os fantasmas de frente e aceitar essa verdade de cara limpa...
Todo mundo quer ter alguém ao seu lado, mas hoje em dia isso é julgado como feio, démodê, brega, famílias preconceituosas...

Alô, gente!!! Felicidade, amor, todas essas emoções fazem-nos parecer ridículos, abobalhados...

Mas e daí? Seja ridículo, mas seja feliz e não seja frustrado... "Pague mico", saia gritando e falando o que sente, demonstre amor...
Você vai descobrir mais cedo ou mais tarde que o tempo pra ser feliz é curto, e cada instante que vai embora não volta mais...

Perceba aquela pessoa que passou hoje por você na rua, talvez nunca mais volte a vê-la, ou talvez a pessoa que nada tem a ver com o que imaginou mas que pode ser a mulher da sua vida... E, quem sabe ali estivesse a oportunidade de um sorriso a dois...
Quem disse que ser adulto é ser ranzinza ?

Um ditado tibetano diz: "Se um problema é grande demais, não pense nele... e, se ele é pequeno demais, pra quê pensar nele?"
Dá pra ser um homem de negócios e tomar iogurte com o dedo, assistir desenho animado, rir de bobagens e ou ser um profissional de sucesso, que adora rir de si mesmo por ser estabanado...


O que realmente não dá é para continuarmos achando que viver é out... ou in...
Que o vento não pode desmanchar o nosso cabelo, que temos que querer a nossa mulher 24 horas, maquiada, e que ela tenha que ter o corpo das frutas tão em moda, na TV, e também na playboy e nos banheiros, eu duvido que nós homens queiramos uma mulher assim para viver ao nosso
lado, para ser a mãe dos nossos filhos, gostamos sim de olhar, e imaginar a gostosa, mas é só isso, as mulheres inteligentes entendem e compreendem isso.

Queira do seu lado a mulher inteligente: "Vamos ter bons e maus momentos e uma hora ou outra, um dos dois, ou quem sabe os dois, vão querer pular fora, mas se eu não pedir que fique comigo, tenho certeza de que vou me
arrepender pelo resto da vida"...

Porque ter medo de dizer isso, porque ter medo de dizer: "amo você", "fica comigo", então não se importe com a opinião dos outros, seja feliz!

Antes ser idiota para as pessoas que infeliz para si mesmo!
Para ler, divulgar e . . . Praticar !