Falar dela.Desafio. Intrigante. Sensual. Desafio intrigantemente sensual. Sensualidade desafiadora e intrigante. Intriga sensualmente desafiadora.Na busca de definições, prefiro não ter nenhuma. O mistério me encanta.O inexplicável mexe comigo como o vento balança as folhas de uma árvore, por mais profunda que seja sua raiz.Mexe com os sentidos, desperta a safadeza reprimida, e até as mais sedimentadas entranhas estremecem.Você impacta. Você impacta porque você estampa a realidade sem rodeios e floreios na cara de qualquer transeunte (obs.: que palavra feia).O impacto é maior quando percebo a minha aversão a mudanças. Vejo o quanto você já mudou e se reinventou, e carrega uma experiência inquestionável.Isso foi a mão toda riscada que me revelou, claro. Ir ao seu encontro é sair de lá olhando pra minha própria mão, até calejada, mas livre de riscos e experiências.Companhia que só me traz risos e os mais diferentes tipos de suspiros.Ausência que me desnorteia e me faz questionar a vida e o mundo, e até o tipo de felicidade que procuro pra mim.Por trás desse corpo perfeito, adquirido debaixo de muito suor e wods, há uma mulher tão encantadora que torna o conjunto (já deslumbrante) em miragem.Não posso falar coerentemente de você, e isso é culpa sua. Você não é coerente com minhas entranhas simétricas e coesas. Acho que com as entranhas de ninguém. Imagina!, tirar o sapato da pessoa e colocar em cima da mesa? As pessoas piram ao te conhecer. As boas te querem por perto. As que não souberam agir ante ao impacto causado, te querem longe. Por puro orgulho, ou ignorância mesmo.Pior saber que é disso que minhas entranhas perfeitamente encaixadas precisam: ser abaladas por forças externas, de tal forma que elas se misturem e não queiram mais ser simétricas, muito menos coesas.Mas e por trás dessa miragem esculpida com uma fênix, e por trás desses textos que distraem até um analfabeto, o que passa nessa mente brilhante? O que é permitido passar pelo coração?Não quero ganhar NUNCA mil reais seus. Não te quero engaiolada em um relacionamento, mesmo que seja comigo.Te quero livre pra te ver voar, porque você não é mulher de se ”ter”. Você é mulher de chegar lá. Lá em cima, no ápice da vida profissional-amorosa-sexual-materna-amiga, até voar.Se eu puder ajudar para que esse voo alcance cada vez níveis jamais imagináveis, eu quero; me escolha, por favor.Volte, ou me convide para ir; voar ao seu lado. Conhecer o mundo, ou quem sabe só Ibiza e Amsterdã....And I'm wondering if I ever cross your mind...Gente, até inglês sai... admirada com a palavra “workout”, que saiu tão delicada e decidida de sua boca... e que boca...Será que eu causei algum impacto nessa miragem que perambula por aí?Em caso positivo, imagino nossas entranhas simetricamente opostas: as minhas milimetricamente encaixadas e as suas desordenadamente dispostas.E nesse caso, acho que a regra dos "opostos se atraem" vale: as minhas estão doidas pra se bagunçarem, e as suas, malucas pra se organizarem.Mas isso dá medo.E muito....Falar de você é fácil.Difícil é te decifrar.N.V.Mira
terça-feira, 21 de julho de 2015
Entranhas des-rotuladas.
sexta-feira, 19 de junho de 2015
Amor platônico
Abismada com a definição aureliana de “amor platônico”: sentimento de amor isento de desejo sexual.
Não que só exista amor com desejo sexual, mas é que passei a adolescência acreditando que amor platônico era apenas um amor impossível de ser recíproco, por qualquer motivo que fosse. Na verdade até na vida adulta penso que é isso mesmo, mas agora com desejo sexual, dantes “inexistente”.
Difícil de ser aceito por quem o tem, esse sentimento carrega o drama shakespeariano de não (poder) ser correspondido, ao mesmo tempo em que carrega as borboletas no estômago que impulsionam a fazer coisas novas, tentar aventuras diferentes, ou simplesmente iniciar uma dieta mirabolante, no meu caso.
Incrível existir um sentimento que consiga mover um ser tão racional quanto uma pessoa do signo de touro-teimoso-cabeça-dura.
Mas acontece. E na hora que menos se espera. Com quem nunca se imaginou.
Nada estava sendo procurado. Mas foi achado.
Achado num sorriso bobo, numa cara séria e sem paciência, na sensualidade da dança.
O resto vem de brinde, e que brinde: o corpo, o riso frouxo, o espírito de criança aventureira, os “ticks” de comemoração, o cheiro.
No superficial conhecimento, ainda fica a pulga atrás da orelha: como é a mulher por trás de tanto riso frouxo?
A mistura da entrega a uma música boa, com a seriedade diante de uma pessoa “sem noção”, adicionada da pitada de sensualidade ideal, tira meus pés do chão.
Me faz voar longe imaginando estar do lado e apoiar a mãe-pai, a mulher que cozinha/trabalha/estuda/curte a vida/dança/comemora feito criança.
Me faz querer voltar a tocar violão, voltar a escrever, ler, pintar, dançar, fazer dieta, morar sozinha (com ela), jogar bola, estudar novas possibilidades profissionais, fazer viagens, entender do assunto-de-criança-do-momento pra ter papo com os filhos.
Incrível como o touro-brutamontes-empacado se move numa facilidade...basta encontrar a toalha vermelha nos braços do amor platônico.
Aí, que se dane Shakespeare e o veneno do amor impossível...
Quero mais é que o amor platônico fique...pelo menos até eu terminar minha dieta!
Depois, quem sabe, deixa de ser platônico?
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